Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE
TDAH
Segundo Reppold e Luz, 2007, o diagnóstico de TDAH acaba sendo banalizado pela sua dificuldade em atestar este transtorno, a partir de observações isoladas e sua comprovação não ser possível através de um exame neurofisiológico ou mesmo em um teste psicológico, sobretudo considerando a deficiência de recursos avaliativos que permitam sua investigação clinica.
Para avaliação, a observação é um dos recursos preconizados pelos profissionais da saúde, embora não definitivo. Assim o enquadre diagnóstico, é imprescindível para uma avaliação clinica, multidisciplinar, considerando os diferentes ambientes por onde a criança circula, as situações estressoras que vivencia, a duração dos sintomas e a contingência que os determinam, os prejuízos que provocam e a exclusão de diagnósticos diferenciais, como o retardo mental e as crises de ausência, que eliminam a hipótese de TDAH.
Pesquisadores e clínicos compreendem que o TDAH caracteriza-se por apresentar uma tríade de marcadores relativos a problemas de desatenção, hiperatividade e impulsividade. Para classificação diagnóstica, os sintomas devem ter inicio antes dos sete anos e manifestar-se em dois ambientes ou mais. A criança deve, ainda, apresentar pelo menos seis sintomas de desatenção e/ou seis sintomas de hiperatividade/impulsividade, há pelo menos 6 meses, em grau mal-adaptativo e inconsistente com o nível de desenvolvimento.
Portanto, pela dificuldade de identificação do transtorno, muitas vezes, se faz mau uso do Metilfenidato (Ritalina), uma das medicações recomendadas para TDAH. Quando administrado à criança sem o transtorno, seu efeito estimulante provoca uma agitação psicomotora que pode reforçar erroneamente um diagnóstico de TDAH.
Sandra P. Dittgen
Referência:
Reppold, Caroline e Luz, Simone. Prevenção e Intervenção em Situações de Risco e Vulnerabilidade, pg. 77.
